quinta-feira, 31 de agosto de 2006

just an happy hour!




"Dicono che tutto
sia comunque scritto
quindi tanto vale che non sudi
nasci da incendiario
muori da pompiere

dicono che devi
proprio farti fuori
se vuoi fare il rock in qualche modo
che ti portiamo i fiori
lì nei cimiteri mitici

sei già dentro l'happy hour
vivere vivere costa la metà
quanto costa fare finta
di essere una star?

dicono che nasci solo per soffrire
ma se soffri bene vinci il premio
di consolazione
chi non salta l'eccezione è

dicono cge i sogni - sono tutti
gratis - ma son quasi tutti quanti
usati - copriti per bene - che non
ti conviene il mondo qui

Sei già dentro l'happy hour - vivere vivere
costa la metà - quanto costa fare finta
di essere una star ? sei già dentro l'happy
hour - vivere vivere solo la metà
e la vita che non spendi che interessi avrà?

si può però morire vivendo sempre e solo
per sentito dire - si può però morire
per la fame che non hai

dicono che il cielo
ti fa stare in riga
che all'inferno si può far casino
mentre il purgatorio te lo devi proprio infliggere

Sei già dentro l'happy hour - vivere vivere costa
la metà - quanto costa fare finta di essere una star ?
sei già dentro l'happy
hour - vivere vivere solo la metà
e la vita che non spendi che interessi avrà?"




segunda-feira, 21 de agosto de 2006

só para os mais velhos



Sem alforge nem cajado, apenas com alegria no coração...

A todos desejo a paz, sou de todos um irmão!

sexta-feira, 18 de agosto de 2006

help me to remember 3rd june...


"...a bohemia, a mochila azul da sic, o saco/almofada da lg, a banca da control que este ano não deu preservativos mas sim uns lindos e estonteantes bonés, o bilhete bastante fateloso que foi comprado à joana por apenas 30€ e que veio da fnac de santa catarina, a bohemia, o bonito leque azul da allianz, a rita andrade, a fotografia da rita andrade, as belas e nada úteis bolsas ou carteiras da bp, as fotografias com as meninas da bp ultimate, as inúmeras chamadas grátis das cabines da vodafone, as fotografias das meninas da vodafone, os tara perdida, os muito maus fonzie, a betalhada ridícula que me irritou no palco hot stage e que devia morrer apedrejada, a bohemia, as cabeleiras cor de rosa do millenium bcp, a fotografia com uma sósia nada parecida com alguém que nem sei quem era mas era boa, a má disposição da menina que tirava essas fotografias,





a fita da santa casa que a marta me roubou, a máquina descartável, as fotografias parvas no chão junto à erva por motivo ainda desconhecido (ou esquecido) devido à bohemia, a fotografia com as meninas da sagres chopp, o período do qual nada me lembro onde incluo o autocarro multimédia da juventude, muitas fotografias, os casabian, os orishas, o cabrão do sapo que alguém instigou a fazer-me algo que ainda não sei muito bem enquanto eu dormia (pelo menos festas e mimos), o andarem todos à minha procura, o caixote do lixo e o senhor que o queria despejar, a bohemia, a ana, o david, a marta, o mary, a inês, os da weasel, red hot chili peppers, as asas de frango, o calor, eu a tentar furar no meio da multidão junto às grades e a gramar com da weasel, os vários copos de água que os seguranças me deram, as chamadas e as mensagens que mandei sem saber para quem ou porquê, o pó, as pessoas que cheiravam mal, a bohemia, o palco mundo melhorado, os foo fighters que tiveram no hot stage, o ir a pé da bela vista até à gare do oriente, o já habitual cadima, o gajo que passava sinais vermelhos na morais soares, chegar a casa às 6h30, e tu..."


quinta-feira, 10 de agosto de 2006

além do norte de Portugal a terra chora e sofre...


Iniciamos o percuso Português que conduz a Compostela no dia 29 de Junho, uma repetição da experiência Jacobiana de 2004, com o acrescento dos 100 quilómetros que conduziriam a Finisterra e ao término da nossa aventura. Para quem já tinha feito o caminho, os primeiros dias foram uma constante repetição, pois choveu onde havia chovido, recebeu-se más noticias estas haviam chegado, sofreu-se onde já se havia sofrido, e houve jubilo e alegria onde esta já havia estado. Tudo muito igual, tudo muito parecido, até chegar-mos a 10km de Santiago de Compostela, onde pernoitamos no albergue que existe na localidade de Teo. Por volta das duas da tarde uma novidade anunciava-se no céu: negro e branco, maciço e imponente, assustador e mesmerizante, uma coluna de fumo prenunciava a destruição. Curiosidade, medo e apreensão...



Pouco depois outra coluna gémea se elevou... E não muito tempo passou sem que, ao longe, uma terceira massa de gases de combustão pintasse o céu. Três incêncios!!! No dia seguinte, pouco antes de chegar a Compostela encontramos as fumarolas, o mato e árvores mortas, o solo calcinado. Choramos pela terra queimada, mas sentimos alivio por julgarmos terminado o inferno. Ilusão, ingenuidade, ignorância. Dezenas de focos de incêndio devoravam a Galiza, e nessa tarde as chamas tentaram mesmo engolir a sua capital espiritual.



Durante os dias seguintes, quando caminhavamos o fumo acompanhava-nos, e o fogo apresentava-se sempre no horizonte, com mais ou menos distância, dependendo da nossa velocidade de caminhada, da direcção em que nós viravamos o olhar ou simplesmente do lado da colina em que nos encontrassemos.



Incansáveis lutaram os bombeiros, protecção civil, cidadão comum, em desespero e até à exaustão, numa luta desigual contra uma fome obscura que consome fauna, flora, esperanças, concretizações, sonhos e memórias agradáveis. Tudo cede e arde, no calor tudo se retorce e fica reduzido à negritude. A cicatriz fica gravada. As chagas da terra que voltarão a ser coberta pelo verde, mas nos corações e nos registos a devastação ficará recordada. Novamente um Prestige assolou a nossa bela península...

quarta-feira, 9 de agosto de 2006

atenção aos bolsos pequenos!

i'm on you back :)



Tonight I'm tangled in my blanket of clouds
Dreaming aloud
Things just won't do without you, matter of fact
I'm on your back...




sexta-feira, 21 de julho de 2006

when doves cry




Dig if u will the picture
Of u and I engaged in a kiss
The sweat of your body covers me
Can u my darling can u picture this?

Dream if u can a courtyard
An ocean of violets in bloom
Animals strike curious poses
They feel the heat
The heat between me and u

How can you just leave me standing?
Alone in a world that's so cold
Maybe I'm just 2 demanding
Maybe I'm just like my father 2 bold
Maybe you're just like my mother
She's never satisfied
Why do we scream at each other
This is what it sounds like when doves cry.

Touch if you will my stomach
Feel how it trembles inside
You've got the butterflies all tied up
Don't make me chase u
Even doves have pride

How can u just leave me standing?
Alone in a world so cold, world so cold
Maybe I'm just 2 demanding
Maybe I'm just like my father 2 bold
Maybe you're just like my mother
She's never satisfied
Why do we scream at each other
This is what it sounds like when doves cry.

quinta-feira, 20 de julho de 2006

sem título

vai la para cama
tu queres
eu sei
e precisas porque estás cansada
eu agora queria era fazer amor contigo
mas sem pressas
sem os stresses de que chega alguém
queria ouvir-te
a ter prazer
sem me preocupar comigo e com os outros que estão para chegar
oh
queria que ficasses feliz
era o que eu queria

:D

quarta-feira, 19 de julho de 2006

para alguém

aos anónimos de merda,
deixem-se de tretas e se não querem ver aqui os vossos nomes, limitem-se a não comentar nada sequer porque nada do que dizem interessa, pelo menos alguns...
incomoda ver pessoas comentar aqui que não dizem o seu nome, por isso não percam tempo sequer.
obrigado

domingo, 16 de julho de 2006

só porque sim...


this is the way i feel this day, because i don't want this to end...
i want more...

quarta-feira, 28 de junho de 2006



Segue-me, vem comigo, faz-me a tua marca.
A estória que só termina no segundo conto,
o primeiro perdes-te ao ingressar na barca.

segunda-feira, 26 de junho de 2006

hurt

I hurt myself today
To see if I still feel
I focus on the pain
The only thing that's real
The needle tears a hole
The old familiar sting
Try to kill it all away
But I remember everything

What have I become?
My sweetest friend
Everyone I know
Goes away in the end
You could have it all
My empire of dirt
I will let you down
I will make you hurt

I wear this crown of shit
Upon my liar's chair
Full of broken thoughts
I cannot repair
Beneath the stains of time
The feelings disappear
You are someone else
I am still right here

What have I become?
My sweetest friend
Everyone I know
Goes away in the end

You could have it all
My empire of dirt
I will let you down
I will make you hurt
If I could start again
A million miles away
I would keep myself
I would find a way

nine inch nails


:'(

vamos ver este filme?

domingo, 18 de junho de 2006

a caminho do 10.000

pois


porque há dias assim.
em que tudo nos corre bem.
apareces como uma salvação, quando tudo parecia escuro e triste, sombrio.
trouxeste brincadeira, sorrisos de criança, alegria e muito prazer. novidades e uma estranha liberdade.
era tudo cor de rosa e bonito... e acabou!
trouxeste o meu maior pesadelo sem saberes como, agora fico com isto até ao fim dos meus dias.
a vingança serve-se fria.
podes esperar... eu sou paciente e frio e resisto a tudo.
porque foi assim, porque tudo foi teu, porque tudo foi para ti, porque tudo deitaste fora...
porque tu és assim... como a fotografia.

pois... obrigado.

ao longe

alguem se encontrava ao meu lado olhando o mar observando as ondas e a espuma e a areia e os corpos e as rochas que continham a baia, porque eu não via nada, de olhar perdido no horizonte, abstraido, esquecido, ignorante de que aquela constituia a minha realidade, e não a concretização do desejo quimérico de estar contigo, mergulhado nos meus braços, e beijando-te de olhos abertos entrar numa praia com um mar imenso belo e cinzento onde me afogaria.

quinta-feira, 15 de junho de 2006

viver...

Simples, fragil, e bela. Sem asas porque não precisas de voar, resignas-te pacientemente ao teu habitat, de uma brancura inóspita a que todos os outros predadores estão vedados, porque aqui a caça grossa não é permitida. Mas tu sobrevives, e conjuntamente com a tua alma gémea e única companhia, demonstras existir tanto vida como morte onde a assépsia supostamente eliminaria todos os seus vestigios e formas de ambas.

....e perder


Porque me entristeces tanto alegre e festivo bando na minha rua passando a cantar não sei que canto. Levas balões e pareces ir a compasso animado, se é tão ditoso o teu fado porque tanto me entristeces? Vens de longinquas vielas, eu não oiço o que tu dizes, mas sei que por ti, felizes, se abriram muitas janelas. A minha que aberta estava corri ansioso a fecha-la, pois se ouvisse a tua fala não me continha e chorava. Encosto a fronte à vidraça, e sofro como num castigo.... Leve a morte consigo, tudo que é feliz, e passe...

quarta-feira, 14 de junho de 2006

green, gray & blue


Quando o céu está azul, eu penso em ti. Quando fica cinzento, eu penso em ti. Se olho para o mar alto, e ele reflete o céu, és tu quem recordo. Se reparo em barcos pescando na segurança do mar verde, é a tua imagem que me envolve.


I just can't get you off my mind

outras cores de porto covo...

apontando para as flores brancas e descoloridas tentei convence-lo a tirar uma fotografia. "sabes o que é isto? é uma espécie de planta em vias de extinção", "ai é? não parece, há por aqui tantas" "Mas é,. Neste momento estás a olhar para uma espécie em vias de extinção. Devias fotografá-la", "Na verdade estou a olhar para mais que uma... E não vou tirar a máquina"

pouco depois... "olha, parece uma cara", "o quê?", "ali", "onde", "ali", "o que há ali", "uma cara", "não vejo nada", "está ali umas rochas que parecem uma cara", "aonde?", "Ali, à frente", "ah, já vi (na verdade não via nada)", "vou tirar uma fotografia", "sim, para depois não a perderes (na verdade eu queria era ver a cara que não conseguia vislumbrar por muito que olhasse)", "não perco nada, ela está ali", "pois está, mas tira, tira...", "pera... já está..."



Por mim a pobre estátua natural podia continuar a passar sede, sem que eu nela reparasse...

terça-feira, 13 de junho de 2006

melancolias

Lá em cima há planicies sem fim. Há estrelas que parecem correr. Há o sol dia a dia a nascer, e nós aqui sem parar, numa terra a girar. Lá em cima há um ceu de cetim, há cometas, há planetas sem fim. Galileu teve um sonho assim... Há uma nave no espaço, a subir passo a passo. Lá e, cima pode ser o futuro. Alegria, vamos saltar o muro. E a rir, unidos num abraço vamos contar uma estória, "Era uma vez o espaço..."

Lá em cima já não há sentinelas. Sinfonia toda feita de estrelas, uma casa sem porta nem janelas. É estenderes o braço, e tu tens o espaço.

(Era uma vez o espaço...)



"Vá lá, são sete e meia amor, e tens qu'ir trabalhar", acordas-me com um beijo, e um sorriso no olhar; e levantas-me da cama, depois tiras-me o pijama, faço a barba e dá na rádio o Zé Cid a cantar. Apanho um autocarro, e vou a pensar em ti, que levas os miudos ao jardim infantil. Chego à repartição, dou um beijo no escrivão e nem toco a secretária, que é tão bouaah. E às cinco e meia em ponto telefonas-me a dizer "não sei viver sem ti, amor, não sei o que fazer!", "Faz-me favas com chouriço, o meu prato favorito!", quando chego para jantar quase nem acredito... Vestiste-te de branco, uma flor nos cabelos, os miudos na cama e acendeste a fogueira. Vou ficar a vida inteira a viver dessa maneira, eu e tu, e tu e eu e tu e eu e tu.

A pouco e pouco se constroi um grande amor, de coisas tão pequenas e banais: basta um sorriso, um simples olhar, um modo de amar a dois.

(josé cid, A Pouco e Pouco)