quarta-feira, 28 de junho de 2006



Segue-me, vem comigo, faz-me a tua marca.
A estória que só termina no segundo conto,
o primeiro perdes-te ao ingressar na barca.

segunda-feira, 26 de junho de 2006

hurt

I hurt myself today
To see if I still feel
I focus on the pain
The only thing that's real
The needle tears a hole
The old familiar sting
Try to kill it all away
But I remember everything

What have I become?
My sweetest friend
Everyone I know
Goes away in the end
You could have it all
My empire of dirt
I will let you down
I will make you hurt

I wear this crown of shit
Upon my liar's chair
Full of broken thoughts
I cannot repair
Beneath the stains of time
The feelings disappear
You are someone else
I am still right here

What have I become?
My sweetest friend
Everyone I know
Goes away in the end

You could have it all
My empire of dirt
I will let you down
I will make you hurt
If I could start again
A million miles away
I would keep myself
I would find a way

nine inch nails


:'(

vamos ver este filme?

domingo, 18 de junho de 2006

a caminho do 10.000

pois


porque há dias assim.
em que tudo nos corre bem.
apareces como uma salvação, quando tudo parecia escuro e triste, sombrio.
trouxeste brincadeira, sorrisos de criança, alegria e muito prazer. novidades e uma estranha liberdade.
era tudo cor de rosa e bonito... e acabou!
trouxeste o meu maior pesadelo sem saberes como, agora fico com isto até ao fim dos meus dias.
a vingança serve-se fria.
podes esperar... eu sou paciente e frio e resisto a tudo.
porque foi assim, porque tudo foi teu, porque tudo foi para ti, porque tudo deitaste fora...
porque tu és assim... como a fotografia.

pois... obrigado.

ao longe

alguem se encontrava ao meu lado olhando o mar observando as ondas e a espuma e a areia e os corpos e as rochas que continham a baia, porque eu não via nada, de olhar perdido no horizonte, abstraido, esquecido, ignorante de que aquela constituia a minha realidade, e não a concretização do desejo quimérico de estar contigo, mergulhado nos meus braços, e beijando-te de olhos abertos entrar numa praia com um mar imenso belo e cinzento onde me afogaria.

quinta-feira, 15 de junho de 2006

viver...

Simples, fragil, e bela. Sem asas porque não precisas de voar, resignas-te pacientemente ao teu habitat, de uma brancura inóspita a que todos os outros predadores estão vedados, porque aqui a caça grossa não é permitida. Mas tu sobrevives, e conjuntamente com a tua alma gémea e única companhia, demonstras existir tanto vida como morte onde a assépsia supostamente eliminaria todos os seus vestigios e formas de ambas.

....e perder


Porque me entristeces tanto alegre e festivo bando na minha rua passando a cantar não sei que canto. Levas balões e pareces ir a compasso animado, se é tão ditoso o teu fado porque tanto me entristeces? Vens de longinquas vielas, eu não oiço o que tu dizes, mas sei que por ti, felizes, se abriram muitas janelas. A minha que aberta estava corri ansioso a fecha-la, pois se ouvisse a tua fala não me continha e chorava. Encosto a fronte à vidraça, e sofro como num castigo.... Leve a morte consigo, tudo que é feliz, e passe...

quarta-feira, 14 de junho de 2006

green, gray & blue


Quando o céu está azul, eu penso em ti. Quando fica cinzento, eu penso em ti. Se olho para o mar alto, e ele reflete o céu, és tu quem recordo. Se reparo em barcos pescando na segurança do mar verde, é a tua imagem que me envolve.


I just can't get you off my mind

outras cores de porto covo...

apontando para as flores brancas e descoloridas tentei convence-lo a tirar uma fotografia. "sabes o que é isto? é uma espécie de planta em vias de extinção", "ai é? não parece, há por aqui tantas" "Mas é,. Neste momento estás a olhar para uma espécie em vias de extinção. Devias fotografá-la", "Na verdade estou a olhar para mais que uma... E não vou tirar a máquina"

pouco depois... "olha, parece uma cara", "o quê?", "ali", "onde", "ali", "o que há ali", "uma cara", "não vejo nada", "está ali umas rochas que parecem uma cara", "aonde?", "Ali, à frente", "ah, já vi (na verdade não via nada)", "vou tirar uma fotografia", "sim, para depois não a perderes (na verdade eu queria era ver a cara que não conseguia vislumbrar por muito que olhasse)", "não perco nada, ela está ali", "pois está, mas tira, tira...", "pera... já está..."



Por mim a pobre estátua natural podia continuar a passar sede, sem que eu nela reparasse...

terça-feira, 13 de junho de 2006

melancolias

Lá em cima há planicies sem fim. Há estrelas que parecem correr. Há o sol dia a dia a nascer, e nós aqui sem parar, numa terra a girar. Lá em cima há um ceu de cetim, há cometas, há planetas sem fim. Galileu teve um sonho assim... Há uma nave no espaço, a subir passo a passo. Lá e, cima pode ser o futuro. Alegria, vamos saltar o muro. E a rir, unidos num abraço vamos contar uma estória, "Era uma vez o espaço..."

Lá em cima já não há sentinelas. Sinfonia toda feita de estrelas, uma casa sem porta nem janelas. É estenderes o braço, e tu tens o espaço.

(Era uma vez o espaço...)



"Vá lá, são sete e meia amor, e tens qu'ir trabalhar", acordas-me com um beijo, e um sorriso no olhar; e levantas-me da cama, depois tiras-me o pijama, faço a barba e dá na rádio o Zé Cid a cantar. Apanho um autocarro, e vou a pensar em ti, que levas os miudos ao jardim infantil. Chego à repartição, dou um beijo no escrivão e nem toco a secretária, que é tão bouaah. E às cinco e meia em ponto telefonas-me a dizer "não sei viver sem ti, amor, não sei o que fazer!", "Faz-me favas com chouriço, o meu prato favorito!", quando chego para jantar quase nem acredito... Vestiste-te de branco, uma flor nos cabelos, os miudos na cama e acendeste a fogueira. Vou ficar a vida inteira a viver dessa maneira, eu e tu, e tu e eu e tu e eu e tu.

A pouco e pouco se constroi um grande amor, de coisas tão pequenas e banais: basta um sorriso, um simples olhar, um modo de amar a dois.

(josé cid, A Pouco e Pouco)

quinta-feira, 8 de junho de 2006

Jesus don't want me for a sunbeam

Se eu tivesse o sol nas minhas mãos, seria eu o mundo de outro ser?
Se exalasse o calor da vida, estaria o teu amor pronto a receber o meu amor?
E se a minha mão se fechar sentirás o frio que cobrirá a Terra?



Jesus don't want me for a sunbeam
'cus Sunbeams are never made like me
Don't expect me to cry
For all the reasons you have to die
Don't ever ask your love from me
Don't expect me to cry
Don't expect me to lie
Don't expect me to die for thee

terça-feira, 6 de junho de 2006

love is a verb... mj



Ever since i saw you...
Quero agarrar-te
Como se fosses a única.
Cantaria esta canção para ti
Se isso só bastasse para te ver sorrir
Todos os dias..
Quem és tu?
Por mais quanto tempo?
Quão forte ainda terei de ser?
Como significas tanto para mim?
Por mais quanto tempo?

Eu amo-te... mas temo-te

Por mais quanto tempo?



I can picture you knocking on my door
Getting naked in the hallway
But hey, dressed would be as good
We're like the fish in the sea
We're like the birds and the trees
Don't want to lead
Don't want to follow
I want to love, love, love, love you tonight


I wonder
You wonder
If you know this song
You wonder
I wonder
If I’m able to sing it alone
Simple things are so true
And I love you
If we can do it,
Why can’t we just stay true?
When you’re down,
You can sing it with me
When you cry,
Why don’t you give it a try?
When you’re down,
Try any song
Nothing’s right,
Nothing’s wrong
I whisper
You whisper
What does this confusion lead?
I wonder
And you say
This is more simple that it seems

Simple things are easier to see
And you love me
If we can do it,
Why can’t we just be?
When you’re down,
You can sing it with me
When you cry,
Why don’t you give it a try?
When you’re down,

Try any song
Nothing’s right,
Nothing’s wrong
I wonder
You wonder
If simple things are true
You wonder
And I wonder
If you ask me,
I do



Fui ensinado a não mentir
Fui um escuteiro cheio de orgulho
Mas não posso partilhar o que sinto agora
E tu odeias-me
Mas são as mentiras que te mantém por perto
Não sou perfeito, sou apenas uma farsa
Mas mesmo assim pedes por mais do que eu posso dar
E isso apenas põe-me fora de mim.
Então dizes para largar a minha capa e ser eu próprio
Estás farta das minhas defesas
Razões estúpidas
Enganando a ti e aos teus sentidos
Mas eu estou protegendo-te de todo este inferno
Não sou perfeito, sou apenas uma farsa
Pára de mentir, pára de fingir
Tu és nada és apenas um desperdício de tempo
Por nove meses estive grávido de mentiras
E brevemente ela estará a gritar os gritos,
Gritando
Eu tenho tentado escondê-los de ti...





This heart ain't made of gold
It has no self control
Your love will get me through
I'll give myself to you
I'll give my soul to you...



* * *


terça-feira, 30 de maio de 2006

Ride on....

Procuro uma forma de integrar o rebanho, de simplificar o meu caminho e as opções que tenho de fazer. Aproximo-me mas, como um só, teimam em manter um rumo para onde não quero ir. Dou-lhes distância, pois não consigo me aproximar...





It's another lonely evenin',
In another lonely town
But I ain't too young to worry,
Nah I ain't too old to cry,
When a woman gets me down
Got another empty bottle,
Mmmm n' another empty bed
Ain't too young to admit it,
Nah I'm not too old to lie,
I'm just another empty head
Mmmm that's why I'm loney... I'm so lonely
But I know what I'm gonna do-


I'm gonna ride on, ride on...
(Ride on) Standin' on the edge of the road...
(Ride on) Thumb in the air...
(Ride on) One of these days...
(Ride on) I'm gonna change my evil ways, huh...
Till then, I'll just keep - ridin' on...


Broke another promise,
N' I broke another heart
But I ain't too young to realize,
That I ain't too old to try,
Try to get back to the start
And it's another red light nightmare,
On another red light street
And I ain't too old to hurry,
'Cause I ain't too old to die,
But I sure am hard to beat
But I'm lonely... Lord, I'm lonely...
What am I gonna do?


(Ride on, ride on)
Got myself a one-way ticket...
(Ride on, ride on)
Goin' the wrong way...
(Ride on) Gonna change my evil ways...
(Ride on) One of the days...
One of these days...

segunda-feira, 29 de maio de 2006

we're in the middle of nowhere...



"porque és o único que me põe com cara de parva
porque quando me dás um abraço fico feliz
porque sinto a tua falta quando não estou contigo
porque tens prazer em estragar as minhas piadas
porque és o único que me faz sentir desejada
porque tens sardas
porque tens uns olhos lindos
porque tens medo de alturas e porque dizes minuins..."


quinta-feira, 25 de maio de 2006

leitão autorizado

One last thing before I quit I never wanted any more than I could fit Into my head I still remember every single word You said and all the shit that somehow came along with it Still there's one thing that comforts me since I was Always caged and now I'm free

quarta-feira, 24 de maio de 2006

o que? e nao levou o seu irmao??

avó:- Pois, vê lá se não és como o teu avô. Sempre bebado, sempre bebado...

neto:- Sim. Mas pelo que sei, quando os homens estavam todos a beber, a avó ia lá para o meio e bebia canecas de cerveja cheia de vinho tinto. E os homens ficavam bebados, e a avó aguentava-se à jarda. Mas a verdade é que também gostava bastante da bebida!

avó:- Ó netinho, mas tu sabes como são as coisas... Se tu vires um amigo teu a afogar-se no mar, não te jogas também à água?



segunda-feira, 22 de maio de 2006

jurema 3345...

viva las pulgas!


esse belo animal de 6 minúsculas patas que nos anima naqueles belos dias de calor na trafaria, na mansão Melo (com um L), que nos sugam o sangue e oferecem aquele encantador entertenimento que é raspar com as nossas unhas no nosso corpo, espécie que dá que fazer aos nossos animais, principalmente aos milhares de gatos bébés da trafaria.
escrevi-te um texto jurema, para mostrar a minha gratidão e satisfação por te ter conhecido e por agora fazeres parte das minhas recordações, das nossas.

"tu que fervilhas aos milhares como pipocas fechadas num saco de plástico transparente cheio de roupa branca,
és difícil de matar,
só perdes no unha-contra-unha (técnica para tirar a vida),
pequenina e reconfortante
engraçada e terna,
és tu,

fazes-me sonhar com o teu crepitar no saco,
junto com as tuas milhares irmãs,
deito-me a pensar no teu ataque carinhoso a meio da noite,
fico com calor de pensar em ti
e me escondo no escuro imaginando a tua cara,
microscópica e saltitante
perturbadora e estranha...

oh pulga
és tu!"

sexta-feira, 19 de maio de 2006

have it all... (bah)

you know in all the time(s) that we shared
i've never been so scared
doll me up in my bad luck...





i'll meet you there!



porque há pessoas que merecem e nunca nos deixam agarrados, viva as vacas da parada e as ovelhas,
parabéns o/


(bah)

quinta-feira, 18 de maio de 2006

ajuda precisa-se!

esta fotografia está a concurso no site festimage , nao custa nada, é só registarem-se e habilitam-se a ganhar um jantar oferecido por mim caso eu fique nos 5 primeiros, mediante apresentação de 1 print screen do voto. a votação acaba dia 31 de maio.
não sei o número da página pois ela muda todos os dias. utilizem o internet explorer porque o firefox tem dado erros.
hoje estava na página 27.
obrigado

quarta-feira, 17 de maio de 2006

I wouldn't change a thing now that you're here...


sr. cardoso,
não concordo consigo quando diz que já ninguém o faz de verdade, que já ninguém quer viver assim, que já ninguém o faz sem ser por uma razão específica. pois eu acho que todos os que o fazem (e ainda somos muitos), é pela mesma razão, a mesma que ainda nos faz pensar nisso e acreditar que ainda é possivel fazê-lo, porque é bom, porque sabe bem e porque é bom fazer alguém sentir-se bem com o que sentimos.

não é prático, não dá jeito e muitas vezes não faz sentido. levamos pontapés e outras coisas que fazem doer. não é útil.
sem discussões não tem piada e se não morarmos perto, menos piada tem ainda.
não sai nada barato, almoços, jantares e outras surpresas românticas em sitios menos baratos. as coisas da casa dividem-se, roupa, casa, cozinha.

não se combina, acontece.
talvez o senhor devesse olhar com mais atenção ao que acontece com as outras pessoas, não todas, mas muitas.
talvez se apercebesse que muitos de nós não somos brutos e todos nos apaixonamos, gritamos, andamos à facada, oferecemos flores e somos muito malucos.

é verdade que não é para perceber, porque se fosse percebido não se sentia.






"Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também."

amo-te