Algo toma parte de mim. Algo perdido e nunca visto. Sempre que eu começo a acreditar, algo é estuprado e levado de mim.... de mim. A vida está sempre a lixar-me tudo. Eles não podem relaxar e deixar-me ser livre? Eu não posso tirar toda esta dor? Eu tento toda noite, tudo em vão, em vão... Às vezes eu não aguento este lugar, às vezes é a minha vida que eu não aguento, às vezes eu não sinto o meu rosto. Mas nunca me viram quebrar...
Algo toma parte de mim. Eu e tu fomos feitos um para o outro. Uma noite de sexo barata, ou de graça. Algo toma parte de mim. Sinto-me como uma aberração de coleira sentindo como se eu não tivesse. Quantas vezes eu já me senti doente. Nada na minha vida é de graça. Eu tento toda noite, tudo em vão, em vão. Às vezes não aguento este lugar. Às vezes é a minha vida que eu não aguento Às vezes eu não sinto o meu rosto Mas nunca me viram quebrar ...
quarta-feira, 28 de março de 2007
Deitados na colina verdejante observavamos as estrelas. O odor acre da relva recém cortada dançava em nosso redor. Não era só a clorofila que invadia os nossos pulmões: a cerveja azeda derrotara os nossos estômagos, e ali, deitados e derrotados, nos prostramos.
Instructions for play Aces of Spades is for the lonely drinker who wants to get drunk quickly by him/herself.
1. Take a deck of cards and shuffle. Place the deck face down. 2. Say, "Ace of Spades" and flip over the top card. If the card is not an ace of spades, then you take a drink. You keep playing and drinking until you get to the ace of spades. 3. You can take as big of a drink as you wish each time.
...e mais fixe é jogar ace of spades com rusty nails!!
o/
P.S.- e nunca te esqueças da máxima do naufrado: "enquanto beberes, é sinal que estás vivo"
He's there in case I want it all He's scared 'cause I want He's there in case I won it all He's there 'cause I won All in all the clock is slow Six color pictures all in a row Of a marigold
D diz: eu atirava-me po chao se tivesse q trabalhar ao domingo Red! Rock Solid! Restless! faltam 8 dias... diz: ya Red! Rock Solid! Restless! faltam 8 dias... diz: ha mta gente q trabalha D diz: e ha mta gente q trabalha na nte de natal D diz: e no dia de natal Red! Rock Solid! Restless! faltam 8 dias... diz: eu sei Red! Rock Solid! Restless! faltam 8 dias... diz: o sac D diz: ? Red! Rock Solid! Restless! faltam 8 dias... diz: apoio ao cliente D diz: o apoio ao cliente de todas essas merdas D diz: medicos D diz: policias D diz: bombeiros D diz: taxistas Red! Rock Solid! Restless! faltam 8 dias... diz: ya D diz: pa e ha mais de certeza D diz: enfermeiros Red! Rock Solid! Restless! faltam 8 dias... diz: ya Red! Rock Solid! Restless! faltam 8 dias... diz: camionistas q passam longe das familias Red! Rock Solid! Restless! faltam 8 dias... diz: os tropas Red! Rock Solid! Restless! faltam 8 dias... diz: os padres q dao as missas do galo D diz: ya D diz: e os acolitos Red! Rock Solid! Restless! faltam 8 dias... diz: coitados D diz: barmans D diz: Dj's D diz: os gajos q trabalham na televisao Red! Rock Solid! Restless! faltam 8 dias... diz: tadinhos D diz: os gajos q dao concertos D diz: os comediantes Red! Rock Solid! Restless! faltam 8 dias... diz: esses entao coitados Red! Rock Solid! Restless! faltam 8 dias... diz: pah Red! Rock Solid! Restless! faltam 8 dias... diz: ning da concertos na noite d natal D diz: ai dao dao D diz: n ker dizer q sejam concertos dakeles grandes D diz: no pavilhao antlantico D diz: mas dao concertozitos D diz: nem q seja nos programas de televisao D diz: q vao la cantar 2 musicas Red! Rock Solid! Restless! faltam 8 dias... diz: sao gravados pah D diz: ha uns em directo Red! Rock Solid! Restless! faltam 8 dias... diz: e tamos a falar d dia 24 e 25 Red! Rock Solid! Restless! faltam 8 dias... diz: n ha nada Red! Rock Solid! Restless! faltam 8 dias... diz: ve se mesmo q tu n ves tv D diz: ha ha D diz: vejo o sozinho em casa D diz: e costumo adormecer depois Red! Rock Solid! Restless! faltam 8 dias... diz: isso deu aki a dias D diz: ya D diz: mas foi o 2 D diz: agora deve dar o 1 D diz: espero eu D diz: senao fico desiludido com o natal...
"Meu coração sem direcção, voando só por voar sem saber onde chegar, sonhando em te encontrar E as estrelas que hoje eu descobri no teu olhar. As estrelas vão me guiar.
Hoje eu sei, eu te amo no vento de um temporal. Mas foi mais. Muito além do tempo de um vendaval dos desejos num beijo que eu jamais provei igual. E as estrelas dão um sinal.
Se eu não te amasse tanto assim, talvez perdesse os sonhos dentro de mim e vivesse na escuridão. Se eu não te amasse tanto assim, talvez não visse flores... Por onde eu vim Dentro do meu coração."
O que se vêm? e o que não vislumbram? conseguem imaginar? admitem abertamente que não sabem!
Olhem perto, mais perto, com zoom. Ali, a dois passos do poste, uma mancha castanha. Caca de cão! Daquela empapada e mal cheirosa, que se agarra àos cardados das botas de montanha, ou às meias dos lobitos mais imaginativos! Atrás do cartaz, abaixo dos outros cartazes pendurados no poste, um caixote de lixo que foi banco para colocar os avisos a lobitos, exploradores, pioneiros, caminheiros e pariquianos. Subindo a rampa, dentro da igreja, centenas de escuteiros secam e cantam, vislumbram e observam, deslumbram-se e encantam, ouvem, falam, interrompem. Cá fora rampa abaixo, limpando o verdete com um lenço novo, uma memória espalha-se vezes e vezes sem conta, sorrindo enquanto cai, rindo quando se levanta, alegria brilhando de novo em caminho. Ladeira abaixo a hecatombe aguarda silenciosamente, a hora chegará em que a vingança zunirá punidora sobre os mais inocentes e fracos.
The wonder of the world is gone, I know for sure All the wonder that I want I've found in her As the hole becomes apart I strike to burn, And no flame returns
Every intuition fails to find its way, One more table turned around and back again Finding I'm more lost than found when she's not around, When she's not around, I feel it coming down
Give me what I could never ask for, Connect me and you could be my chemical now Give me the drug you know I'm after, Connect me and you could be my chemical
When everybody wants you (the chemical goes slow) When everybody wants you (my chemical goes so slow) When everybody wants you (so slow) When everybody wants your soul
Give me what I could never ask for, Connect me and you could be my chemical now Give me the drug you know I'm after, Connect me and you could be the chemical
You could be the chemical You could be the chemical You could be the chemical You could be the chemical
Nothing you can say. Nothing's gonna change what you've done to me. Now it's time to shine. I'm gonna take what's mine. While burning inside my light.
I gave and you take and I waited for you but I made a mistake. It's clear that your fear is so near because I see the look on your face. You try to hold me under, I held my breath. Alone and now you wonder, what I possess?
"the time has come to change my ways. on this day, it's so real to me, everything has come to life. another chance to chase the dream. another chance to feel. chance to feel alive."
The window burns to light the way back home A light that warms no matter where they've gone
They're off to find the hero of the day But what if they should fall by someone's wicked way
Still the window burns Time so slowly turns And someone there is sighing Keepers of the flames Do you feal your names? Can't you hear your baby's crying? Mama they try and break me Still they try and break me
S'cuse me while I tend to how I feel These things return to me that still seem real
Now deservingly this easy chair But the rocking stopped by wheels of despair
Don't want your aid But the fist I've made For years, won't hold or feel No I'm not all me So please excuse me While I tend to how I feel
But now the dreams and waking screams That everlast the night So build a wall Behind it crawl And hide until it's light Can't you hear your baby's crying now?
Still the window burns Time so slowly turns And someone there is sighing Keepers of the flames Can't you hear your names? Can't you hear your baby's crying?
But now the dreams and waking screams That everlast the night So build a wall Behind it crawl And hide until it's light Can't hear your baby's crying now?
I'm a new day rising I'm a brand new sky to hang the stars upon tonight but I I'm a little divided do I stay or run away and leave it all behind...
it's times like these you learn to live again
há coisas que não se suportam. dizia o outro que se queixava das dores de pensar. prefiro as dores de sentir. magoam mais. deixam marcas muito superiores. são incuráveis e levam ao desespero. mas ninguém repara nelas, só quem sente. tem sido 1 ano agradável. fácil de suportar, e tem passado depressa. é pena. obrigado pela tua ajuda, acho que és a única razão por que abro os olhos todos os dias mas tem piada porque tu não tens noção disso. quanto custa fazer um mix de pequeninos e redondinhos? brancos ou amarelos? em forma de cápsula ou diluidos em água? a dor está fora de questão. fechar os olhos e acordar acompanhado por quem já se foi embora sem despedidas. isso era agradável e está mais perto do que se espera. falta aquele impulso final que deixa tudo mais alegre e satisfeito, mais longe dos pesadelos, das inúmeras noites mal dormidas ou em branco, das dores no peito, dos pensamentos que provocam lágrimas atrás de lágrimas, das irritações constantes com tudo e todos, da falta de vontade de andar por aqui sem rumo, sem saber o que fazer, mais longe de ouvir as músicas que lembram coisas, do tempo sem fazer nada, da espera dos números que me mudarão a vida, da vontade de não fazer nada, de ser vivo e tentar sorrir a todos sem querer, de tentar moldar personalidades que não quero. mais longe de existir. era só isso que queria. não sentir a dor de sentir e partir aí para cima. apenas não sentir.
It's just another day, nothing in my way I don't wanna go, I don't wanna stay So there's nothing left to say...
There once was a man who just couldn't cry He hadn't cried for years and for years Napalmed babies and the movie "Love Story" For instance could not produce tears As a child he had cried as all children will Then at some point his tear ducts ran dry He grew to be a man, it all hit the fan Things got bad, but he couldn't cry
His dog was run over, his wife up and left him And after that he got sacked from his job Lost his arm in the war, was laughed at by a whore Ah, but sill not a sniffle or sob His novel was refused, his movie was panned And his big Broadway show was a flop He got sent off to jail; you guessed it, no bail Oh, but still not a dribble or drop
In jail he was beaten, bullied and buggered And made to make license plates Water and bread was all he was fed But not once did a tear stain his face Doctors were called in, scientists, too Theologians were last and practically least They all agreed sure enough; this was sure no cream puff But in fact an insensitive beast
He was removed from jail and placed in a place For the insensitive and the insane He played lots of chess and made lots of friends And he wept every time it would rain Once it rained forty days and it rained forty nights And he cried and he cried and he cried and he cried On the forty-first day, he passed away He just dehydrated and died
Well, he went up to heaven, located his dog Not only that, but he rejoined his arm Down below, all the critics, they loot it all back Cancer robbed the whore of her charm His ex-wife died of stretch marks, his ex-employer went broke The theologians were finally found out Right down to the ground, that old jail house burned down The earth suffered perpetual drought
O caminho iniciou-se na cidade portuária de Ferrol, no norte da Galiza. O desafio de percorrer o Caminho Inglês que conduz a Compostela era irreprimível e inegável.
Após uma primeira hesitação e um ensaio falhado, incapaz de ignorar os apelos do Caminho, regressei ao noroeste da peninsula para uma semana de aventura. Temos de concordar que uma semana a seguir setas amarelas, perseguir monolítos de granito desconhecidos, com vieras alguns até com indicação quilométrica é um rebuçado irresistível. Especialmente pelo facto de se ir sozinho, sem companhia a atazanar por se beber una caña sempre o esforço exigia uma hidratação rigorosa com aguinha del caño!
O inicio espiritual da viagem ocorreu num edificio religioso onde se realizava uma missa. Era demasiado grandioso e arredondado para ser a igreja normal, mas demasiado pequeno e discreto para ser uma catedral: obviamente (embora não tão óbvio para mim na altura) que era a co-catedral da cidade. A decoração interior era magestosa (à semelhança de a maior parte dos locais sagrados que conheci durante as minhas andanças pela Galiza), sendo o altar uma representação do livro da Revelação de São João. No topo um cordeiro (com quem simpatizei imediatamente) guardava o livro da Vida, e velava pelos sete selos que o rodeavam.
Em relação ao caminho português uma primeira evidência surgia: a presença do mar, que fiel e regularmente surgiria do meu lado direito até me encontrar a menos de sessenta quilómetros de Santiago, e que contrabalançava o sol à minha esquerda. A segunda evidência (a mediocre marcação do Caminho) surgiu mais subtil e inesperada, desencaminhado-me literalmente, e literalmente obrigou-me a chafurdar na lama da ria de Ferrol, por entre barcos encalhados entre o cinzento dos calhaus arredondados e o verde do moliço que se acumulava por cima da linha d'agua.
A terceira evidência só a descobriria na madrugada seguinte: o percurso é extremamente caracterizado por constantes subidas e descidas, aliadas a uma enorme distância entre os albergues disponibilizados pelas entidades administrativas competentes. Mas essa questão é uma questão menor quando nos encontramos numa baia pantanosa, com os pés a enterrarem-se em lama fedorenta e sem saída aparente. Naquele momento as subidas e descidas de montes e colinas eram uma realidade desconhecida...
...A minha realidade era estar constantemente atascado em lama, com uma mochila às costas e rodeado por encontas pejadas de silvas e matagal cerrado. Uma das hipóteses seria voltar atrás, e subir pelo pseudo-trilho sinuoso pelo qual havia descido (mas se descer já foi uma sorte.... como seria subir??); a outra era seguir até encontrar algum local por onde os pescadores costumassem descer para aceder às suas embarcações -pois estas estavam amarradas à margem, indício de não haviam sido simplesmente abandonadas à deriva nas águas- (agora que escrevo penso, com a distâcia de quilómetros e vários dias de repouso, que possivelmente os utilizadores dos botes simplesmente acediam através de outro barco!!).
Caminhei, caminhei, chafurdei, e caminhei mais um pouco, até que cheguei ao ponto em que a argamassa de lama, seixos e verdum mal-cheiroso deram lugar a uma pequena elevação rochosa. Subi, e caminhei cuidadosamente, escorreguei e equilibrei-me, andei mais, deixando para trás a baia até que a rocha mergulhou nas águas. Restava-me nadar por entre aquelas águas repletas de microalgas cujo odor já se tinha entranhado no meu corpo, voltar atrás ou aventurar-me a subir os dez metros de areia e arbustos, na zona onde estes eram menos densos, exactamente por debaixo de uma torre de alta tensão. Em nome da sensação de aventura, e no espirito da recusa em recuar no Caminho subi, subi, e subi até me encontrar novamente longe daquelas malfadas margens.
Rencontreei as marcações do caminho poucos metros à frente, e atravessei um moinho de maré, para entrar em Neda, aldeia a doze quilómetros de Ferrol, e o local da minha primeira pernoita. Depois disso foram mais três etapas (20 km até miño; 38 até bruma; 43 até Santiago de Compostela), mas poucas fotografias existem, apenas boas memórias da simpatia das gentes Galegas e dos (poucos) peregrinos cujos Camiños cruzei.